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Perspectivas Gramscianas...
20 Maio 2008
Caros leitores, este Blog ficará alguns dias sem atualização, uma vez que estarei participando da ANPUH-PR na cidade de Jacarezinho e apresentando o Painel sobre a minha Pesquisa de Iniciação Científica. Um forte abraço à todos.


Por Cássio Augusto às 11:31 AM | 0 Comentários


Pede pra sair!
14 Maio 2008

O pedido de demissão da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, revela o grande erro do Governo Lula: o “ponta-pé” em companheiros e propostas da longa caminhada e o abraço a novos companheiros e propostas de conveniência.

Marina Silva é uma mulher invejável. Seringueira do Acre, aprendeu a ler e escrever apenas na adolescência, quando foi tratar-se de hepatite na capital, pois no seringal que vivia não havia escola nem hospital. Formou-se em História, e foi o “braço direito” de Chico Mendes em suas lutas ambientalistas. Eleita Senadora em 1994, com apenas 38 anos de idade. Hoje, é uma das maiores autoridades políticas quando o assunto é o Meio Ambiente.

Quando Lula a escolheu para ministra em 2003, grupos ambientalista comemoraram, mas infelizmente a sua pasta não conseguir impedir os erros do Governo Federal na condução do tema. Marina, apesar da luta diária, perdeu várias batalhas: os transgênicos foram liberados, a soja e o gado avançaram sobre a Amazônia, a cana invadiu o Pantanal, e agora o Governo aumentou a área de floresta amazônica que pode ser desmatada.

Marina Silva, como uma brava guerreira, resistiu o quanto pode no Ministério do Meio Ambiente, eu no lugar dela, diante de todos estes fatos, já teria pedido pra sair a muito tempo.
Por Cássio Augusto às 11:15 AM | 6 Comentários


Dilma neles! ou Fogo na Direita!
09 Maio 2008

Na última quarta-feira, a Ministra da Casa Civil, Sra. Dilma Roussef, estive na comissão de infra-estrutura do Senado para tratar do tema a qual foi convocada, as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Dilma deu um show de apresentação, até mesmo a Rede Globo em seu Jornal da Noite admitiu isso.

Após a apresentação, políticos da oposição tentaram fazer daquele momento de câmeras espalhadas por todos os lados, um palanque eleitoral. Mas como uma boa mulher de fibra, a Ministra Dilma não se esquivou em responder a nenhum questionamento dos Nobres Senadores e deixou a oposição mais uma vez desarmada.

Mas o fato mais interessante foi a tentativa por parte do Senador José Agripino Maia (DEMO/RN) em desmoralizar/desestabilizar a Ministra. O Senado em questão, leu uma entrevista em que Dilma comentava sobre as torturas que sofreu durante o período Militar e que diz ao entrevistador que mentia nos interrogatórios. Agripino Maia questionou se não estaria a Ministra mais uma vez mentido. A Resposta foi arrasadora:

Qualquer comparação entre a Ditadura Militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira. Eu tinha dezenove anos e fiquei três anos na cadeia e eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogadores compromete a vida de seus iguais, entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido senador, porque mentir na tortura não é fácil. (...) Eu me orgulho de ter mentido. Eu me orgulho imensamente de ter mentido e porque eu salvei companheiros da mesma tortura e da morte. (...) Eu acredito, senador, que nós estávamos em momentos diversos da nossa vida em 1970. Eu asseguro pro senhor, eu tinha entre dezenove e vinte e um anos e de fato eu combati a Ditadura Militar e disso eu tenho imenso orgulho!

É, nobre Senador Agripino Maia, quem fala o que quer, ouve o que não quer. Poderia ter ficado sem esse vexame nacional. Como diz uma letra lá dos anos oitenta da banda brasiliense Plebe Rude: “Se você falar mentiras sobre a gente, falamos a verdade sobre você!”. Enquanto Dilma Roussef e seus companheiros combatiam a Ditadura Militar, pessoas como José Agripino Maia e seus comparsas do “DEMOcratas” torturavam os jovens brasileiros e hoje tentam passar a imagem de defensores da democracia. Fogo na Direita!


Vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=DBZ0oxue7uw&feature=related
Por Cássio Augusto às 1:11 PM | 8 Comentários


EUA, hegemonia e resistência – parte 03 - FIM
08 Maio 2008

Depois de pintar o quadro da realidade, precisamos projetar também ações concretas que visem a transformar este sistema genocida.

O sistema militar estadunidense, apesar de sua rápida tomada do Iraque, não é capaz de manter a “normalização” na região, assim, a guerra que aparentemente estava ganha facilmente, transformou-se hoje em uma enorme dor de cabeça para os políticos da Casa Branca. É o povo iraquiano abalando a confiância do grande Império, podendo assim inibir novas “aventuras de pilhagem” por parte dos estadunidenses.

No plano diplomático, as coisas não andam tão perfeitamente assim. Recentes e sucessivas derrotas na OMC vem dando ganho de causa a países periféricos contra os subsídios agrícolas dos Estados Unidos. Outrossim, a ALCA, com massisa participação dos povos da América Latina, não saiu do papel, e pelo visto, está longe de ser concretizada com grande facilidade, como queriam os estadunidenses.

Por fim, alguns setores da sociedade civil atuam no campo da conta-hegemonia. Povos, sobretudo dos países periféricos, têm, dentro de suas realidades, construido movimentos que vêem gerando frutos e dor de cabeça para os poderosos de seus países, intimamente ligados ao poder Imperial. Podemos citar os Zapatistas, o MST, o Fórum Social Mundial, e os diversos protestos que ocorrem quando das reuniões do G-8, fazendo com que os líderes da ordem globalizante reunam-se “em lugares remotos e inacessíveis, como se fossem uma gangue de foras-da-lei, para poderem discutir seus planos de domínio universal”.

Portanto, por mais que exista um Império Hegemônico, existem também ações contra-hegemônicas espalhadas por todo o mundo, que se bem coordenadas podem ter o condão de abalar as estruturas e ruir a odem vigente. O caminho é difícil, longe e exaustante, mas como diria o sonhador “Hasta La Victoria Siempre”.

Obs: Textos inspirados no artigo “Hegemonia e Imperialismo no Sistema Internacional” de Atílio A. Boron.
Por Cássio Augusto às 12:34 AM | 5 Comentários


EUA, hegemonia e resistência – parte 02
05 Maio 2008

Esta hegemonia estaduniense e do capitalismo globalizante, tem gerado sérias conseqüência preocupantes, das quais podemos reproduzir aqui quatro delas.

O crescimento do chamado “capitalismo de cassino”, também conhecido como “capital especulativo”, aquele em que um determinado empresário coloca dinheiro em um país por prazo igual ou inferior a sete dias, minando qualquer possibilidade deste dinheiro gerar crescimento econômico. Assim, fica evite o caráter “parasitário e rentista”, com o único objetivo de obter o maior lucro no menor espaço de tempo, mesmo que isso gere grandes riscos ao investidor e ao país investido.

O descrédito internacional de agências que deveriam funcionar como “reguladoras” da ordem mundial, mas que na pratica estão a serviço do governo estadunidense e de seus mega-empresários, como por exemplo o FMI, Banco Mundial e OMC, além é claro da ONU e dos princípios do Direito Internacional que são constantemente rasgados (vejamos o exemplo da incursão do exército colombiano – apoiado pelos EUA – em território do Equador).

A criminalização de todo e qualquer movimento que busque contestar/protestar contra esta ordem imposta. Os sem-terra, sem-teto, sem-comida, sem-saúde, sem-educação, são tratados como bandidos que devem ser presos (leia-se: calados para que não atrapalhem), todos transformados em terroristas, subversívos e comedores de criancinhas.

Por fim, mas não menos importante, uso as sábias palavra do Prof. Atílio Boron: “Democracias que são cada vez menos democráticas, que têm cada vez menos legitimidade popular, que fomentam a apatia e o desinteresse pela coisa pública. A política converteu-se em algo que transita pelos mercados e que depende de sua tirania”.
Por Cássio Augusto às 3:05 PM | 3 Comentários


Crise na Bolívia:
02 Maio 2008

Entre uma “novidade” e outra do “caso Isabella”, os meios de comunicação nos informam, ou deformam, acerca da crise política que vem ocorrendo na Bolívia. No domingo haverá um plebiscito no país, onde a Província de Santa Cruz reivindica autonomia perante o Governo Central.

Tal Província é a mais rica da Bolívia. É lá que estão as grandes reservas de gás natural e as grandes fazendas de soja. A autonomia busca fazer com que o dinheiro gerado pelos impostos da Província de Santa Cruz sejam gerenciados pelos próprios e não pelo Governo Central. Segundo informações do Governo de Evo Morales, tais recursos são fundamentais para amenizar a fome da população descendente de indígenas que vivem a Oeste do país, mais precisamente em La Paz e suas adjacências.

Seria como se o Sul do Brasil e o estado de São Paulo, mais industrializados e desenvolvidos economicamente entrassem em conflito contra o Governo Federal para fazer com que os impostos aqui gerados não fossem redistribuídos para o restante da nação. A vitória do SIM na Bolívia estará rasgando o “pacto federalista”.

Mas refletir discutir o porquê desta revolta da Província de Santa Cruz. È simples meu caro leitor, a democracia é defendida apenas quando o governo está nas mãos de uns poucos, quando o povo elege o seu representante, no caso da Bolívia um índio e sindicalista cocaleiro, a democracia e a federação precisam ser revistas. Afinal, o governo da maioria é apenas discurso, pois quando tenta ser colocado em prática suscita atitudes como esta, as ditaduras militares capitalistas, o fascismo, o nazismo e etc...


Mais informações em:


http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/bolivia/a-heranca-racista-e-oligarca-da-elite-de-santa-cruz


http://www.todosconbolivia.org/


Obs: o tema pedia um post urgente, logo retorno com os outros dois textos sobre "EUA, hegemonia e resistência".

Por Cássio Augusto às 11:32 PM | 3 Comentários


EUA, hegemonia e resistência – parte 01
30 Abril 2008

Há quem sustente, que os EUA não constitui-se em uma superpotência solitária, isto é, que não estão sozinhos no jogo sujo do imperialismo, mas sim, que existe uma espécie de “tríade imperial”, da qual também estaríam presentes a União Européia e o Japão.

No plano militar, esta tríade esta longe de existir, pois os estadunidenses são responsáveis por metade dos gastos mundiais em armamentos, possuem bases e missões de treinamento militar em 121 países. Tal gana bélica apenas é comparável a de um sujeito chamado Adolf Hitler. Portanto, UE e Japão não possuem força suficiente para “concorrer” com a potência Ianque e estão também subordinados às diretrizes emanadas da Casa Branca, que aliás, passam por cima até mesmo na ONU.

No campo econômico esta hegemonia dos EUA é ainda mais evidente. O que chama-se hoje de transnacionais, são em sua grande maioria, empresas estadunidenses, sendo que entre as cinquenta maiores do mundo, trinta e cinco são deles. No setor de informática, das dez maiores, sete são ianques, no de software, nove o são, no ramo farmacêutico são seis...

Portanto, não há que se falar em “divisão imperialista”. Império há um só, e ainda continua sendo hegemônico.
Por Cássio Augusto às 4:12 PM | 0 Comentários


Casamento Católico: de profano a sagrado!
27 Abril 2008

Tive mais uma vez o prazer de postar um texto no excelente Blog Observações do Cotidiano. Trata-se de um trabalho feito para a Faculdade de História que buscou debater a questão do Casamento durante a Idade Média. Para isso fiz uma "resenha" de um livro do grande historiador "Ronaldo Vainfas" que trata o tema.


Link do texto:



Introdução:

A noiva de branco, simbolizando a pureza feminina, o homem elegante à esperando na beira do altar, o pai da moça que a entrega para o futuro marido, tudo isso sob os olhos atentos de convidados da sociedade e do Padre, que depois une em matrimônio e sob as bênçãos de Deus este casal, para que sejam felizes até que a morte os separe.

O casamento feito sob a égide de Deus é sagrado, aliás, um dos sete sacramentos da igreja, nada a pode destruir, nem mesmo o homem. Cabe ao casal ser fiel não apenas ao cônjuge, mas principalmente à Deus e à Igreja, pois assim estará fazendo a sua parte dentro do seio Católico.

Mas será que o casamento Cristão como um sacramento, vem desde os idos da Igreja ou é ele também resultado de um processo histórico? Surpreende-nos a resposta provisória de que o Casamento já foi proibido pelo Catolicismo. Por que e por quais circunstâncias e argumentos? Este é o questionamento que o presente estudo visa responder, não de forma definitiva, muito pelo contrário, através da análise do brilhante livro de Ronaldo Vainfas “Casamento, amor e desejo no Ocidente Cristão”.
Por Cássio Augusto às 11:21 AM | 3 Comentários


Movimento Blog Voluntário
25 Abril 2008

A blogosfera é recheada de eventos combinados entre blogueiros visando uma maior visibilidade sobre um determinado assunto. Direto aparecem idéias de “postagem coletiva” acerca de um tema e boa parte dos blogueiros aderem à idéia e o movimento toma uma proporção interessante.

A idéia da vez é nestes dias 25-26-27 de Abril serem dedicados a postagens que combatam o analfabetismo digital. A organização está a cargo do Movimento Blog Voluntário e já são mais de 330 Blogs cadastrados.

Como também me incluo o time dos “analfabetos digitais”, apesar de já ter influenciado alguns amigos a criarem seus próprios Blogs (Vanderlei, Izadora e Mover) minha contribuição se dará apenas no sentido de divulgar o movimento e também colocar este Blog a disposição de todos que por ventura precisarem de alguma ajuda.

Aproveito a oportunidade para indicar o Blog Visão Panorâmica e seu trabalho interessante no Movimento, principalmente indicando o site Transparência Brasil.

Por Cássio Augusto às 10:46 AM | 2 Comentários


E as “outras Isabellas”?
21 Abril 2008

Sinceramente, já estou mais que cansado de ver o “caso Isabella” todos os dias e em todos os telejornais do país. Não se fala em outra coisa, e o pior, fica-se repetindo informações, especulando possibilidades. É a exploração econômica da tragédia. Links ao vivo, entrevistas exclusivas, acesso exclusivo a laudos e depoimentos e etc...

É claro que foi um caso chocante. Eu também tenho coração e fiquei pasmo com o acontecido. Mas e as “outras Isabellas” do Brasil? Na mesma semana deste caso uma criança foi jogada de um apartamento no nordeste. Mas por que não foi notícia? E as nossas crianças violentadas todas as noites nas periferias ou ruas da nossa cidade? E as meninas de treze anos que se vendem sua pureza por alguns trocados? E as crianças de rua? Os menores abandonados? Os explorados em carvoarias? Etc...

A violência só choca a classe média quando a violência é contra a classe média. Como diz no filme Hotel Ruanda, “eles vão ver a notícia na TV, ficarão chocados e voltarão a jantar!”. HIPOCRISIA. Não existe “clamor público”, este é construido quando interessa. Ninguém mais lembra da dengue no Rio, dos cartões corporativos, dos iraquianos mortos, dos tibetanos humilhados, dos palestinos dominados e etc... Crianças mortos brutalmente tem todo dia, mas como a Isabella é branquinha, bonitinha, é filha da classe média, seu pai é “bem de vida” e etc, logo isso choca alguns, que aproveitam e fazem chocar a todos os outros.

Aliás, relembrando outros casos de “clamor público”, quando a morte do João Hélio a imprensa pediu mais rigos do direito penal para com os adolescentes. Seria a solução. Quando a morte da Daniela Peres pediram a Lei dos Crimes Hediondos. Seria a solução. E agora, não ví ninguém ainda pedindo o fim da “cela especial”, afinal de contas, o suspeito (Pai) tem curso superior, Direito. Mas não, afinal, lei tem que ser dura com pobre e não com a classe média, aliás, a classe que faz as leis.

Olha, vou parar por aqui. Isso tudo está me irritando demais. Minha comoção para com a pequena Isabella está virando desprezo. Não por culpa dela, mas pelo sensacionalismo na nossa imprensa “chapa branca”, oportunista, golpista e etc...
Por Cássio Augusto às 9:02 PM | 2 Comentários


Revista Veja e o MST durante o Governo Lula/PT:
17 Abril 2008

Gostaría de convidar os leitores deste Blog a lerem meu artigo publicado na Revista Multidisciplinar Urutágua da Universidade Estadual de Maringá. Depois, se quiserem podem dar um retorno aqui no Blog e comentar. Saliento que trata-se de meu primeiro trabalho publicado em revista científica.

Link da Revista:

Link do Artigo:

Revista Veja e o MST durante o Governo Lula/PT:

Resumo: No Estado democrático, a Imprensa reivindica a imparcialidade e a independência, no entanto, a notícia também é uma mercadoria, carregada de cunho ideológico visando a manutenção da hegemonia. Para tanto, alguns padrões de manipulação são criados. A Revista Veja, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, esteve ligada aos interesses deste na condução de suas matérias referentes ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, o MST, em uma visível tentativa de satanizá-lo. Quando da vitória do Presidente Lula, abertamente apoiado pelo MST, tornou-se imprescindível entender qual seria a atitude da Revista no trato com o Movimento, ou seja, se mudaria seu discurso ou não. Neste artigo, tentaremos mostrar que a Revista Veja, durante o primeiro Governo do PT buscou associar o MST a este, tentando causar pânico na população e desestabilizar o Governo.

Palavras-chave: Veja, MST e Lula.
Por Cássio Augusto às 8:59 AM | 12 Comentários


CARTA ABERTA A FERNANDO LUGO - PARAGUAI
15 Abril 2008

Fernando Lugo é o candidato favorito a ganhar as eleições presidenciais do Paraguai no dia 20 abril 08, finalizando a hegemonia do partido colorado no poder a 60 anos.

Porque votar em Fernando Lugo?

Porque Lugo se dispõe a valorizar as riquezas naturais do Paraguai e valorizar seu povo de modo a conceder-lhes uma distribuição de rendas que privilegie as classes menos favorecidas que a décadas sofre nas mãos de um governo tirano.

Porque Lugo será mais um companheiro a fazer parte do bloco socialista que a América esta formando pacificamente e democraticamente, dizendo por meio do voto que estão optando pelo social depois de décadas de ditaduras e governos fantoches que vendiam a preço de nada as riquezas que nossas terras possuíam.

Porque Lugo é MUDANÇA, para o social, para o povo, para os necessitados, para reinvindicar direitos dignos e justos que governos passados fizeram para beneficiar uns e outros em prejuízo do desenvolvimento do pais e consequentemente do povo.

Por isso votar em Lugo é tão importante para a américa latina como um todo, os EUA ameaçam invadir a Venezuela por causa do petróleo e a Amazônia por causa da água, votar em LUGO é mais segurança para a América, para a Venezuela e para o Brasil e o fim de mais um braço americano no território latino que tanto mal já causou a nossa querida América.

Hasta siempre!

Esta carta está na comunidade do periódico Alba. Este Blog também apóia a candidatura do ex-bispo Fernando Lugo da Aliança Patriótica para a Mudança. É o Paraguai livrando-se das amarras estadunidenses e entrando no eixo de países latinos com governos de esquerda.
Por Cássio Augusto às 12:33 AM | 2 Comentários


Quem tem medo do PROUNI? – parte 02 - FIM
12 Abril 2008

Continuando o debate, os contrários ao PROUNI o acusam de ser simplesmente uma medida paliativa e reformista. Concordo plenamente. No entanto, façamos uma comparação simples.

Ao se “comprar” vagas nas universidade privadas, o Estado foge do problema, ou seja, ameniza a falta de investimento nas Universidades Públicas, seu sucateamento e etc. Não se revoluciona o sistema educacional superior, apenas se ameniza o problema.

Pois bem, as mesmas pessoas que são contrárias ao PROUNI, são favoráveis à Reforma Agrária. Ora, a Reforma também não revoluciona, mas apenas reforma. Cadê a coerência? Afinal, a propriedade quando é desapropriada para fins de Reforma Agrária é comprada pelo Estado, ou seja, o latifundiário está lucrando o mesmo que o “empresário do ensino”. Seria então a Reforma Agrária apenas uma medida paliativa e reformista?

Particularmente penso que não. A Reforma Agrária é uma medida importante para garantir o acesso da população carente e expropriada à terra, permitindo uma melhor forma de sobrevivência para a família e etc, assim como o PROUNI pode garantir que jovens carentes estudem e tenham uma melhor condição de vida. Claro que sou a favor da simples inversão da propriedade privada dos meios de produção e ensino, no entanto, enquanto não construímos um “bloco histórico hegemônico” a favor de tais posições, temos que defender as conquistas feitas na "guerra de posição", aliás, a Reforma Agrária e PROUNI podem ser bons aliados na construção da “Contra-Hegemonia”.
Por Cássio Augusto às 7:02 PM | 2 Comentários


Quem tem medo do PROUNI? – parte 01
09 Abril 2008

Algumas tendências do Movimento Estudantil brasileiro, leia-se Conlute, bradam em seus encontros que são contra o PROUNI e a Educação A Distância. Pois bem, vamos problematizar melhor.

O PROUNI, em termos simples, é um financiamento estudantil, que tem por objetivo permitir que jovens de baixa renda ingressem em universidades privadas. A Conlute é contra o PROUNI sob a alegação de que está-se “comprando” vagas em Universidades, que os donos das instituições privadas estão lucrando e muito com isso, e que deve-se investir em ensino público gratúito, e não enricar ainda mais os empresários do ensino.

Pois bem, concordo plenamente com as argumentação da Conlute, no entando, devemos ser um pouco mais pragmáticos. A Revolução não se faz do dia para a noite. A simples díade oito ou oitenta é burra. Devemos entender que a mudança da sociedade se faz num longo caminhar, uma “guerra de posições” no sentido gramsciano, em que pequenas conquistas devem ser defendidas e garantidas, mesmo que não sejam a solução para o problema.

A utopia é bem distinta da realidade. Se simplesmente acabarmos com o PROUNI, da noite para o dia milhares de alunos carentes serão cerceados do direito de estudar. É este o Socialismo da Conlute? É fato que os principais cursos em Universidades Públicas são ocupados pelas classes mais abastadas, e sobra para os pobres apenas os cursos “menos rentáveis”. Além disso, as Universidades Públicas não chegam em todos os lugares do Brasil. No interior, apenas o filho do rico pode ir estudar na cidade grande e cursar Universidade Pública. Ao filho do pobre, resta qual saída? O PROUNI.

A mesma coisa é quanto ao Ensino A Distância. É óbvio que a qualidade do ensino é aparentemente inferior, não é uma solução definitiva, no entanto, está-se levando o acesso à educação, e a possiblidade de mudança social para o interior. Repito a pergunta: O que a Conlute entende por Socialismo?

Precisamos encarar de frente a realidade. A simples utopia não leva a nada. Essa coisa de Movimento Estudantil contra o PROUNI é coisa de “filhinho de papai mimado”, que leu meia dúzia de textos panfletários e nunca saiu do “mundinho shopping center” pra conhecer a realidade por que passam diversos outros jovens do interior do país, que como eles, querem apenas estudar.
Por Cássio Augusto às 9:47 AM | 7 Comentários


Meme:
07 Abril 2008

Alguns dias depois de completar dois anos de postagens, este Blog recebe do Visão Panorâmica o selo “Este Blog é Um Top Blog 2008”. Fico honrrado com a indicação, e faço também as minhas cinco indicações: Blog do Professor Vanderlei; Mundo em Movimentos; Prof. Toni; Observações do Cotidiano e Desabafo País.
Por Cássio Augusto às 6:56 PM | 2 Comentários


Aniversário do Blog:
05 Abril 2008
Neste dia 05 de Abril, o Blog completa 02 anos no ar. Não preciso dizer que a importância das visitas, dos comentários e dos parceiros que por aqui passsam e passaram diariamente, isso já fiz no aniversário de um ano.

Queria registar o momento de uma forma diferente. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, os comunistas também amam. Calma gente, este Blog não ficará “meloso”, apesar de as vezes ele ser muito planfetário, prometo que indicarei mais coisas literárias.

Quero nesta data registar o meu amor pela música Reggae. Acho que tenho deixado faltar isso no Blog. Sou apaixonado pela música, pela “filosofia”, pela paz e pelo amor que o Reggae proporciona. A música abaixo é do Natirutz, e para não deixar de ser a cara do Blog, é uma música de cunho social:

QUEM PLANTA PRECONCEITO:

Quem planta preconceito, racismo e indiferença
não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito, racismo e indiferença
não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito, racismo e indiferença
não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito, racismo e indiferença
não pode reclamar...



Lembra da criança no sinal pedindo esmola?
Não é problema meu fecho o vidro e vou embora
Lembra aquele banco ainda era de dia
Tem preto lá na porta avisem a polícia
E os milhões e milhões que roubaram do povo
Se foi político ou doutor serão soltos de novo


(...)


Crianças não nascem más
Crianças não nascem racistas
Crianças não nascem más
Aprendem o que agente ensina

Para quem não conhece, o Reggae é muito mais do que Maconha. É música de Paz, de Amor e de União. Como diria Bob Marley: "O Reggae não é para se ouvir, é para se sentir. Quem não o sente não o conhece." Pronto, acho que estava com esta divídida para com o Reggae neste Blog.
Por Cássio Augusto às 12:20 AM | 7 Comentários


Mea-culpa da Esquerda:
01 Abril 2008

Nós que nos dizemos de Esquerda temos que adimitir que somos menos organizados que os da Direita. Isso é fato. Não é uma análise derrotista, mas sim uma avaliação fria que pode nos possibilitar uma melhor avaliação, organização e planejamentos futuros.

Por mais que a Direita brasileira esteja fragamentada em vários partidos políticos (PFL, PSDB, PP e etc...), entidades representativas (FIESP, CNA e etc...), veículos de comunicação (Veja, Globo e etc...) e etc, podemos encontrar neles um discurso mais ou menos coerente. Por mais que divirjam de determinados pontos, sabem juntar forças na atuação.

Já nós da esquerda, por mais que nos dividamos em partidos políticos (PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PSB e etc...) em entidade representativas (CUT, Força Sindical, Conlutas, UNE, Conlute e etc...) ficamos nos degladiando, acusando e enfraquecendo mutuamente. Não sabemos sentar numa mesa como cavalheiros e discutir idéias e chegar a consensos a favor das “classes subalternas”, o que acaba fragmentando as forças, a luta e a possibilidade de vitória, deixando o caminho livre para a Direita reacionária e golpista.

Lula é o presidente dos sonhos da Esquerda? Não é. Como diria Chávez, é melhor termos na presidencia do Brasil um aliado moderado do que um inimigo declarado. É melhor termos Lula do que Alckmin. É isso que nós da Esquerda ainda não aprendemos. Simplesmente bater em Lula é ajudar no retorno da “social-democracia liberal conservadora” nas eleições de 2010.
Por Cássio Augusto às 3:09 PM | 8 Comentários


América Latina e Terrorismo:
28 Março 2008

Uma idéia importante, que passou desapercebido por muitas pessoas quando da invasão da Colômbia ao território do Equador para matar pessoas ligadas às FARC, é que, a partir de agora, a América Latina entra no rol do “eixo do mal” e na guerra implantada pela “polícia do mundo”, supostamente contra o Terrorismo.

Já não é de hoje que os EUA não são tão hegemônicos no continente latino, a política do big-stick já não funciona como outrora e a política da boa vizinhança idem. Então, os estadunidenses precisam inventar outra estratégia para voltar a ter influência no seu “quintal”.

O aliado principal da vez é o narcotraficante (isso mesmo, narcotraficante, latifundiário, assassino e etc...) Álvaro Uribe, atual presidente da Colômbia. A Colômbia não quer acabar com as FARC. Por que? Simplesmente porque a existência das FARC gera votos, gera apoio militar estadunidense, muda o foco da política e etc...

Não é a toa que os EUA estão com medo de uma vitória do ex-bispo Fernando Lugo no Paraguai; que Condolezza Rice esteve no Brasil e no Chile em busca de “apoio” na “guerra contra o terror” na América Latina. Pelo menos no Brasil a única coisa que conseguiu foi uma dancinha com Gilberto Gil e uma entrevista no Fantástico. Ainda bem que nosso Ministério das Relações Exteriores já não é tão subordinado pelos “irmãos do norte” como outrora.
Por Cássio Augusto às 1:31 PM | 2 Comentários


Liberalismo e Democracia:
26 Março 2008

Os defensores do modelo liberal, insistem em bater no peito e dizer que são os criadores e maiores defensores da Democracia. Grande mentira. Basta vermos o fácil exemplo dos nossos atuais Democratas, que eram PFL, que foram PDS, que surgiu da ARENA, o partido de sustentação do Regime Militar.

Como já falamos, o liberalismo nasceu para destruir o sistema absolutista, e de fato conseguiu, era necessária uma nova forma de governo que desse sustentação ao capitalismo, até porque este não é algo espontâneo, então, como uma das bandeiras da Revolução Burguesa era a descentralização do poder, esta foi feita e criou-se uma espécie de “governo representativo popular”.

No ideário liberal, somente era considerado povo os proprietários, ou seja, uma minoria de brancos comerciantes e fazendeiros, o restante da população, os operários, as mulheres e os negros não podiam participar deste governo representativo do povo, logo, a descentralização do poder era feita em favor de uns poucos privilegiados. Cadê a Igualdade?

Sabiam os liberais de outrora, e de hoje também, que a Democracia é perigosa, pois “como os proprietários são em menor número do que os não proprietários, ao se permitir o governo da maioria, permitir-se-ia a essa maioria decidir sobre a propriedade da minoria, o que constituiria um atentado aos direitos individuais desta. A conceção liberal dos direitos do indivíduo implica a negação dos direitos da maioria dos indivíduos” (Jorge Luis Acanda “Sociedade Civil e Hegemonia”).

Mas o povo se rebelava, e exigia novas formas de governo e de representação, então, em meados do século XIX o conceito de Democracia ganha novas interpretações, sumindo a ideia original baseada na igualdade e no poder da maioria, e assumindo um caráter apenas formal, teórico e de papel.

É pela radicalização, pela volta às origens do conceito de Democracia que lutamos, nós, rotulados de “vermelhinhos” queremos uma Democracia plena de direitos, de igualdades, de fraternidade e sim, de liberdade e não esta que aí está, que se resume apenas em falar e se votar e ser votado, ainda assim, com grandes limitações legais.
Por Cássio Augusto às 11:05 AM | 4 Comentários


Voltando ao Blog...
25 Março 2008

Como puderam perceber, estive ausente do mundo blogueiro por alguns dias. Isso se deveu ao fato de que participei do X EREH SUL, Encontro dos Estudantes de História da Região Sul do Brasil, realizado na cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Como todo evento de história, este também foi muito bom. O primeiro feito por e para estudantes que eu participei. Estavam presentes cerca de trezendos acadêmicos e a troca de expereiências, novas amizades, risadas e festas ficarão para sempre. Inesquecível foi a apresentação de um grupo de Maracatú.

Tivemos palestras sobre a América Latina Contemporânea com Emir Sader e Osvaldo Coggiola. Nos grupos de discussão debatemos sobre os Movimentos Sociais, o Ensino da História, a Regulamentação da Profissão e claro, sobre o Movimento Estudantil como um todo. Aliás, as anotações renderão alguns posts neste Blog.

Mas o mais interessante pra mim foi que pela primeira vez apresentei um trabalho/comunicação. Falei sobre a minha pesquisa em Gramsci e sua recepção pela Esquerda Latinoamericana. Depois, pude trocar algumas idéias e informações muito valiosas e que vão enriquecer meu trabalho.
Resumo: A presente comunicação tem como objetivo apresentar parte dos resultados obtidos na pesquisa sobre o itinerário da recepção da obra do italiano Antonio Gramsci na América Latina, a partir de três aspectos: 1) como a sua experiência como militante comunista foi percebida por alguns autores latino americanos; 2) Como suas teorias revolucionárias foram pensadas para o contexto latino americano; 3) Como seus conceitos foram apreendidos e/ou reformulados para o referido contexto. Com isso, buscamos como resultado uma maior compreensão sobre as interpretações feitas no decorrer do século XX sobre a vida e obra gramsciana em nosso continente.

Palavras-chave: Gramsci. História. Recepção. América Latina.
Por Cássio Augusto às 3:47 PM | 2 Comentários


O que é a Globalização?
17 Março 2008

O mundo vive a era da globalização. Propagandeiam nossos veículos de comunicação, de forma subliminar, que não existe mais essa coisa de potência imperialista e que o comércio mundial está globalizado e todos podem, devem e vão receber os louros deste progresso e etc... pois bem, será isso verdade? Vamos problematizar um pouco o assunto.

Primeiro, os simpatizantes da “ordem global”, a defendem como o último degrau da evolução histórica. Segundo, que estava evolução é um “processo natural” e irreverssível. Terceiro, que agora existem liberdade e igualdade para todas as nações comercializarem seus produtos. Quarto, o comércio extiguiria a corrida bélica e as guerras. Quem defende isso deve ter muito óleo de peróba estocado em cara para poder passar na cara todos os dias.

Respondendo: Primeiro, a “globalização” não passa de mais um degrau na ordem imperialista. Segundo, sua evolução não é nada natural, mas sim, fruto de um processo bem organizado e que atua na defesa dos interesses de alguns poucos grupos. Terceiro, pode até existir um sistema financeiro internacional, no entanto, diversas barreiras alfandegárias e subsídios agrícolas, impedem que os países periféricos atinjam determinados comércios. Quarto, Iraque e Afeganistão desmentem o utopia do fim das guerras. Nas palavras de Atilio A. Boron: “longe de diluir o imperialismo numa espécie de império benévolo, inócuo e inofensivo, a globalização causou, pelo contrário, uma radicalização dos traçoes tradicionais do imperialismo, reforçando extraordinariamente sua natureza genocida e predatória”.

Tios Marx e Engels, já açertaram no famosos Manifesto, que o capitalismo se revoluciona incessantemente. Pois bem, ao invés do Império estadunidense usar os seus marines e helicópteros, hoje eles possuem algumas ferramentas mais eficazes, como por exemplo o FMI, Banco Mundial e a OMC, bem como democracias dóceis de políticos corruptos, meios de comunicação e propaganda “pelegos” e uma sociedade civil desorganizada e desestimuladas.

Assim, não devemos nos deixar enganar por um discurso hegemônico, pois a globalização continua sendo imperialista, apesar de algumas transformações que não mudam a sua essência de ser, isto é, um meio eficaz de dominação e exploração dos países periféricos e das classes subalternas.

Obs: Texto inspirado no artigo “Hegemonia e Imperialismo no Sistema Internacional” de Atílio A. Boron.
Por Cássio Augusto às 12:47 PM | 6 Comentários


O que é ser de Esquerda?
13 Março 2008

Por vezes nos supreendemos com definições que se encaixam perfeitamente naquilo que pensamos e falamos, e o texto abaixo é um deles.

“O que é ser de esquerda? (...) hoje em dia, a mais aceita nos meios de intelectuais e acadêmicos é de que ‘esquerdistas’ são os partidários da melhoria das condições de vida da maioria da população, enquanto ‘direitistas’ são os partidários da conservação dos privilégios das elites tradicionais. No entanto, acredito que ser de ‘esquerda’ vai muinto além disso. Vai muito além de uma definição acadêmica que pode ser difinida numa roda de intelectuais. Para mim, ser de ‘esquerda’ é amor. Amor ao próximo, ao distante, ao que nunca viu. Vai muito além de usar a camiseta do Che Guevara, escutar Geraldo Vandré, deixar a barba crescer. Ser de ‘esquerda’ é um estado de espírito. È a inquietude, o sino que toca nos corações dos mais velhos aos mais jovens clamando por uma melhoria nas condições de vida dos oprimidos. Mas principalmente ser de ‘esquerda’ significa vontade. É dar tudo de si em cada tarefa que executa para o bem do próximo, é se dedicar de corpo e alma à libertação do spovos, é sempre se perguntar se está fazendo o suficiente. È entender que a nossa história precisa de heróis e sem pestanejar habilitar-se para o cargo. È entender que sua vida não tem sentido outro senão o de fazer desta Terra a pátria do homem...

Por Thiago Ávila, publicado na Revista Caros Amigos, ano XI, número 121, Abril de 2007.
Por Cássio Augusto às 11:09 AM | 7 Comentários


Crise na América do Sul:
11 Março 2008

O assunto já acabou, e relutei ao máximo em fazer um post para comentá-lo. A América do Sul esteve à beira de uma guerra, devido à um ato criminoso orquestrado, financiado e apoiado pela Casa Branca. Ao atirar, com tecnologia estadunidense, no território do Equador, a Colômbia simplesmente rasgou todos os princípios do Direito Internacional e colocou toda a região em alerta máximo. Pelo visto, nossos irmãos do norte estão fazendo escola, e seu lacaio do momento é Álvaro Uribe, que deve ter tirado nota 10,0 na disciplina de Direito Internacional ministrada por Donald Rumsfeld.

Não me prolongarei no assunto, até porque muita coisa já foi escrita. Portanto, sugiro o bom texto do companheiro bloqueiro Omar em seu Formador de Opinião. Vale a pena a leitura. Indico ainda um texto meu postado ano passado sobre a Colômbia.
Por Cássio Augusto às 10:59 AM | 1 Comentários


Quem são os Liberais?
08 Março 2008

Hoje em dia é difícil rotular posições, bem como conceituar expressões como: liberal, socialista, comunista, direita, esquerda e etc, devido à multiplicidade de formas que tais possuem, algumas até antagônicas. O termo liberalismo, por exemplo, já foi usado por teorias subversivas e conservadoras, Estados liberais surgiram de revoluções e outros foram implantados ditatorialmente para elimiar uma possível revolução.

Possivelmente, a primeira vez que o termo “liberal” foi utilizado, o era para indicar uma atitude aberta, tolerante e generosa, bem como uma forma de encarar a realidade de forma crítica e racional, ser liberal era ser uma livre-pensador contra os dogmas da Igreja Católica. Isso era ser revolucionário no século XVI e XVII. Lógico que, pessoas que pensam contra a ordem estabelecida, só podem ser perseguidos, assassinados, caluniados como comedores de criancinhas e chamados se subversivos.

A ordem estabelecida à época era a do sistema Feudal, baseado no poder Absolutista do Rei e dos senhores donos dos Feudos, apoiados pela Igreja. Os comerciantes que viviam nos burgos (cidades), cujos negócios cresciam devido à expansão mercantilista, não mais aceitavam esta forma de Poder e de Estado, logo, foi feita uma Revolução para suberver a ordem e permitir que os burgueses pudessem desfrutar do poder e estabelecer a sua ordem.

Assim, atuais sistemas político e econômico da Inglaterra, Estados Unidos e França, foram na sua raiz, implantados depois de muito derramamento de sangue, os contrários foram todos mortos, os acusados de traição idem, “el paredon” é invenção deles.

Uma vez ganho o poder, é necessário mantê-lo, certo? Então os Liberais de outrora tornaram-se Conservadores de agora. A Filosofia Liberal deixou de ter importância e foi resumida a meros chavões e palavras sem sentido: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Liberdade para nós burgueses/comerciantes termos mais lucros, Igualdade entre nós burgueses e Fraternidade idem.

E hoje, os Liberais (ou Neo-Liberais – Neo=novo) tentam nos passar a idéia de que o mundo capitalista, por eles implantado, é algo natural. Que a propriedade privada, por eles inventada, é essencial para a vida humana. Que apenas há felicidade ao consumir os bens feitos com nossos braços e que dão lucros a eles e etc... Então, quando vem algum grupo de “vermelhinhos” querer contestar a ordem, são tratados com subversivos e etc... Como diz Atílio Boron “graças à alquimia da globalização neoliberal, as vítimas se transformam em algozes”. Apesar de alguns insistirem em negar ou esconder, a ordem capitalista/liberal é fruto de uma Revolução, e para mudá-la, precisamos de outra Revolução!
Por Cássio Augusto às 9:19 PM | 9 Comentários


Brasil: uma escravidão por outra.
05 Março 2008

Em 1888, quando oficialmente a escravidão negra no Brasil, outra escravidão, um pouco mais disfarçada, já era exercida em nosso país: era a excravidão nordestina.

Com apoio oficial e propagandístico do governo federal, estima-se que cerca de meio milhão de nordestinos migraram para a região Amazônica atraídos pela “miragem da borracha” em seu primeiro ciclo. Muitos sequer conseguiram chegar, devido a longa viagem, e aos que venciam esta batalha, lhes esperava os perigos da selva. Se não bastasse isso, o regime de trabalho era muito parecido com uma escravidão, pois o trabalhador já chagava devendo ao seu patrão os custos da viagem, ainda tinham que comprar dele, e somente dele, com preços superfaturados, a sua comida, bebida e utensílios para o trabalho. Os poucos que conseguim se libertar deste ciclo não saiam vívos do seringal (lembra da misisérie?). O segundo ciclo da borracha ocorreu no período da Segunda Guerra, onde mais uma vez com apoio estatal, milhares de nordestinos foram para a Amazônia serem os “soldados da borracha”, mas com o final da Guerra, acabaram esquecidos por lá mesmo.

Se não bastasse isso, na década de 1950 foram também eles, os nordestinos que foram requisitados para construir a nossa capital federal. Termindo o trabalho, foram todos expulsos dos lugares bonitos que contruíram para nossos burocratas e vivem no cinturaõ de miséria que que constitui as cidades satélite.

Ah! Não podemos nos esquecer que também foram eles, os nordestino que, com seus braços, ergueram a cidade de São Paulo (lembra da música “Cidadão”?), mas que hoje vivem em sitação de miséria e criminalidade forçada nas favelas, guetos e viadutos da capital paulista.

Na escravidão negra, os africanos trabalhavam para manter os lucros e os luxos de poucas pessoas. Na escravidão nordestina a coisa não é muito diferente, afinal, na Manaus da borracha, os magnatas (Senhores de Engenho?) edificaram verdadeiras mansões, bem decoradas, esposas vestindo a última moda de Paris, filhos na Europa e etc. Na Brasília hoje considerada uma maravilha arquitetônica (e realmente o é!) nossos representantes sequer se lembram do povo que a construiu. Na São Paulo que não para, os grandes escritórios com gente engravatada sequer tem tempo de pensar nos menos favorecidos, a não ser quando a violência bate à porta, quando então reclamam e criam algums programas de responsabilidade social (veja o filme “Quanto vale ou é por quilo?”).
Por Cássio Augusto às 5:34 PM | 1 Comentários


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